Ao viajarmos, o que não queremos é nos deparar com problemas de saúde. Mas quando passamos horas prolongadas dentro de um avião, carro ou ônibus, nosso sistema circulatório pode ser prejudicado, uma vez que permanecer longas horas sentados aumentam o risco do organismo desenvolver Trombose em Viagens, a trombose venosa profunda.

Essa condição vascular é caracterizada pela formação de trombos que tendem a acarretar em diversos problemas, sendo o mais grave deles a EP (embolia pulmonar), que pode evoluir para óbito ao não receber a devida atenção médica e do paciente, sendo originada após o coágulo não se dissolver sozinho, romper-se e chegar aos pulmões, provocando um bloqueio.

Trombose em Viagens

Conforme mencionado, a trombose acontece após a formação de coágulos sanguíneos capazes de obstruir a passagem de sangue pelas veias e artérias do corpo humano. Igualmente conhecida como TVP, a condição pode apresentar dor, inchaço e sensação de peso, principalmente nas regiões da virilha e dos membros inferiores.

Uma parte considerável dos casos envolvendo a condição inclui pacientes hospitalizados ou em repouso com ausência frequente de exercícios em decorrência aos procedimentos clínicos ou cirúrgicos. Do mesmo modo que existem pacientes que são acometidos por outros fatores.

Um exemplo disso são as viagens, principalmente as que têm uma duração acima de 4 horas, em que as pessoas tendem a optar por evitar paradas ou escalas durante o trajeto, seja em avião, carro, trem ou ônibus, em que acabam priorizando, muitas vezes, chegar rapidamente ao destino.

No caso do transporte aéreo, por exemplo, os voos podem durar mais de 12 horas, o que faz com que o passageiro passe a maior parte do tempo sentado na mesma posição, aumentando as chances de desenvolver uma trombose venosa profunda. Outro fator que influencia são as alterações na pressão do ar na cabine, que diminuem a oxigenação do sangue, podendo resultar na coagulação.

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Além das pessoas acima de 60 anos, igualmente fazem parte do grupo de risco quem tem história na família da condição, imobilidade ou mobilidade reduzida, câncer, insuficiência cardíaca e obesidade. Assim como tabagismo, gestação e determinados contraceptivos ou medicamentos voltados para reposição hormonal também contribuem para o acometimento de TVP.

Do mesmo modo que os pacientes que sofrem com as varizes igualmente precisam estar atentos, porque em caso de dor, inchaço, inflamação ou desconforto durante a viagem, é recomendado movimentar-se e alongar-se para que a circulação sanguínea não seja comprometida.

Demais Fatores de Risco

Além da baixa ou inexistente mobilidade, a presença de um ou mais fatores de risco para a condição podem aumentar o risco de formação de coágulos sanguíneos, tais como:

  • Câncer ativo ou tratamento recente;
  • Cateter posicionado em uma veia grande;
  • Gestação e até três meses após o parto;
  • História familiar de trombos ou histórico pessoal do coágulo sanguíneo;
  • Idade avançada;
  • Métodos contraceptivos específicos, como anéis, adesivos e pílulas anticoncepcionais, por exemplo;
  • Mobilidade reduzida;
  • Obesidade;
  • Procedimento cirúrgico ou lesão recente, ou seja, em até três meses;
  • Terapia de reposição hormonal;
  • Varizes.

Como Evitar a TVP Durante a Viagem

A princípio, o aconselhável é avaliar se enquadra no grupo de risco para a condição. Caso a resposta seja positiva, deve procurar uma médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular para que possam analisar as vantagens e desvantagens que a viagem pode causar na saúde, assim como está apta a indicar métodos de prevenção específicos para o quadro apresentado.

Para as demais pessoas, as recomendações incluem:

  • Atentar-se a qualquer mudança ou desconforto durante o período de viagem;
  • Estar ciente sobre os sintomas da condição e fatores de risco;
  • Evitar a ingestão excessiva de bebida alcoólica e cafeína;
  • Guardar os pertences no bagageiro para ter espaço liberado para as pernas;
  • Hidratar-se constantemente;
  • Levantar-se a cada duas horas e caminhar entre os corredores;
  • Medicar-se ou suspender o uso de anticoagulantes, a depender da orientação individual da sua médica;
  • Priorizar peças de roupas leves, largas e confortáveis;
  • Programar paradas de acordo com a orientação da especialista ao fazer viagens de carro;
  • Realizar movimentos conforme o espaço disponível, como os circulares com os tornozelos e esticar os joelhos, por exemplo;
  • Usar meias elásticas de compressão de acordo com a indicação médica.

Sem contar que é fundamental manter as consultas com a médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, e os check-ups regulares para acompanhar a sua saúde vascular, tendo você ou não um quadro de trombose, conhecer as orientações em relação às viagens de longa duração ou mesmo para identificar ou confirmar fatores de risco para as condições vasculares.

Mais Informações sobre Trombose em Viagens na Internet:

Artigo Publicado em: 8 de abr de 2021 e Atualizado em: 4 de abr de 2024

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