Quando há deficiência ou excesso de proteínas atuantes na coagulação do sangue, aumento de proteínas ou células, características de desequilíbrio do fluxo sanguíneo, damos o nome de sangue grosso, porque ele fica mais espesso, viscoso, do que deveria.
Mas o que significa? É preciso se preocupar diante de uma situação como essa? Continue acompanhando este artigo para saber as respostas para esses questionamentos, os sintomas associados, porque acontece e como proceder.
Diagnóstico do Sangue Grosso
Por se tratar de uma alteração do fluxo de sangue, o diagnóstico da hipercoagulabilidade, como também é conhecido, depende de uma consulta com um profissional, que vai analisar o histórico de saúde, possíveis fatores de risco e exames de sangue (coagulograma, dímero D, hemograma completo, entre outros que podem ser solicitados conforme a necessidade).
Sintomas
Apesar de o sangue grosso não apresentar sintomas, é possível que surjam sinais associados à formação de coágulos sanguíneos, principalmente:
- Alteração da visão;
- Comprometimento da fala;
- Confusão mental;
- Dificuldade para respirar ou fazer a ação rapidamente;
- Dor (na cabeça repentina, intensa nas pernas e no peito, assim como em outras áreas do corpo);
- Falta de ar intensa que pode ser repentina;
- Falta de força;
- Inchaço em uma das pernas;
- Náusea e/ou vômito;
- Pele pálida e fria, assim como o suor;
- Perda de sensibilidade unilateral;
- Rosto assimétrico;
- Sensação de calor;
- Sensação de desmaio;
- Tosse constante com possibilidade de sangramento;
- Vermelhidão.
Fatores de Risco
Conforme brevemente explicado, o sangue grosso é causado pelo excesso ou deficiência de proteínas que fazem parte da coagulação, e aumento da produção de imunoglobulinas e glóbulos brancos ou vermelhos, por exemplo. Do mesmo modo que também pode surgir quando o paciente está desidratado, em jejum prolongado ou por causa de uma gastroenterite.
Além disso, alguns fatores de risco influenciam no seu desenvolvimento, sendo eles:
- Anticoncepcional oral;
- Câncer;
- Colesterol elevado;
- Deficiência de anticoagulantes naturais;
- Deficiência de vitaminas B6, B12 ou folato;
- Diabetes;
- Doenças autoimunes;
- Doenças cardíacas;
- Doenças resultadas de infecções;
- Excesso de enzimas;
- Ficar acamado;
- Fraturas de ossos;
- Gravidez ou puerpério;
- Medicamentos específicos;
- Mutações nas células formadoras de sangue ou fatores de coagulação;
- Obesidade;
- Permanecer por um longo período de tempo na mesma posição;
- Pressão alta;
- Realizar uma viagem de longa duração sem os devidos cuidados;
- Repousar por muito tempo;
- Sedentarismo;
- Tabagismo;
- Entre outros.
Possibilidades de Complicações
Ao apresentar sangue grosso, há um aumento nas chances de ocorrer a formação de coágulos, dificultando a passagem de sangue nos vasos, o que acaba influenciando no surgimento de complicações, tais como, acidente vascular cerebral (AVC), embolia pulmonar, infarto e trombose.
Diante desta possibilidade e conforme mencionado, a pessoa pode apresentar sintomas associados à complicação que possa acometê-la, tais como, dor (de cabeça e no peito, por exemplo), inchaço nos membros inferiores e perda de força.
Opções de Tratamento
Como tratamento, o médico especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pode prescrever medicamentos para evitar a formação ou desfazer os coágulos, como os anticoagulantes, indicar a ingestão diária de no mínimo 2 litros de água e recomendar uma alimentação saudável e o tratamento da causa associada à origem do sangue grosso.
Logo, é fundamental procurar ajuda imediata após o início dos sintomas para que sejam devidamente tratados e as complicações evitadas ou controladas, a depender do quadro apresentado juntamente com o sangue grosso no momento em que o auxílio médico é providenciado.




