Trombose na Terceira Idade. A Trombose se trata de uma condição médica que ocorre quando há formação de coágulo sanguíneo dentro de um vaso, que resulta em um bloqueio parcial ou total do fluxo de sangue em determinada região do sistema vascular.

E, apesar de ser comumente encontrada em mulheres mais jovens, também pode atingir pessoas de ambos os sexos e em qualquer faixa etária – nos homens, é mais prevalente entre 50 e 69 anos –, principalmente se relacionarmos com os fatores de risco.

Logo, qual é a incidência em idosos? A questão do envelhecimento pode ser considerada um fator de risco para o desenvolvimento de trombose nesse grupo em específico? Continue a leitura e conheça as respostas para esses questionamentos.

Trombose em Idosos

Conforme brevemente explicado, a trombose pode ocorrer em qualquer pessoa independentemente da idade, portanto igualmente tende a afetar os idosos. Mas existem alguns cuidados que são indicados para que esse grupo de pacientes não tenha grandes complicações ou consiga reduzir as chances de desenvolvê-la.

Sintomas da Trombose na Terceira Idade

Os sintomas da trombose tendem a variar conforme a localização e extensão das veias acometidas, mas os mais comuns incluem:

  • Aumento da consistência muscular;
  • Coloração arroxeada ou azulada;
  • Dilatação das veias superficiais;
  • Dor local ou durante palpação muscular;
  • Inchaço que pode piorar enquanto a pessoa está em pé ou sentada;
  • Palidez.

Além disso, é válido igualmente se atentar à falta de ar, ao desconforto respiratório e à diferença de diâmetro entre os membros, porque nem todos os pacientes conseguem relatar ou demonstrar o que estão sentindo, como é o caso dos acamados e dependentes de cuidadores, por exemplo.

Lista de Recomendações

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Uma das observações feitas por médicos especialistas em angiologia e cirurgia vascular está relacionada às viagens de carro, ônibus, avião ou outro meio de locomoção, principalmente as de longa distância e duração (acima de 4 horas), em que, geralmente, os indivíduos permanecem por um longo período de tempo na mesma posição.

Assim sendo, o recomendado é que as pessoas da terceira idade que possuem alguns fatores de risco que são associados à trombose venosa profunda:

  • Evitem utilizar indutores de sono para dormir durante o percurso;
  • Exercitem-se muscularmente, contraindo e relaxando a panturrilha;
  • Façam uso de meias de compressão enquanto viajarem;
  • Locomovam-se durante o voo ou façam paradas para alongar as pernas durante o trajeto;
  • Mantenham-se hidratados, evitando as bebidas alcoólicas;
  • Prefiram o assento próximo ao corredor para facilitar a caminhada durante o voo;
  • Priorizem roupas confortáveis para viajarem;
  • Se mediquem com anticoagulantes devidamente prescritos.

Sem contar que igualmente são recomendadas medidas para serem incluídas na rotina com o intuito de diminuírem os riscos de trombose na terceira idade, tais como:

  • Evitar ingerir bebida alcoólica em excesso;
  • Fazer exames de rotina;
  • Manter uma boa alimentação e hidratação;
  • Praticar atividades físicas regularmente;
  • Realizar check-ups médicos com frequência.

Assim como também recebem a orientação de fazer acompanhamento com o médico especialista em angiologia e cirurgia vascular para realizarem check-ups periódicos e terem, dependendo do quadro e do diagnóstico de cada um, a indicação de fazer uso de meias de compressão ou de anticoagulante preventivo, por exemplo.

Lista de Fatores de Risco

Diante do que foi explicado, o envelhecimento é considerado um fator de risco para a trombose em idosos e quanto mais avançada a idade do paciente, maior a probabilidade do surgimento da condição.

Além disso, é importante considerar os demais fatores de risco que também influenciam na condição, que incluem:

  • Cirurgias recentes com hospitalização ou longas e complexas;
  • Dificuldade para locomover;
  • Distúrbios de hipercoagulabilidade;
  • Doença oncológica ativa ou tratamento recente de câncer;
  • Doenças crônicas;
  • Doenças de coagulação (trombofilias);
  • Fumante;
  • Gravidez e período pós-parto;
  • História familiar de trombose ou embolia pulmonar;
  • Infecções;
  • Insuficiência venosa periférica;
  • Obesidade (IMC igual ou superior a 30);
  • Sedentarismo;
  • Terapia de reposição hormonal ou fazer uso de pílula anticoncepcional;
  • Trauma e imobilização prolongada;
  • Trombose venosa ou cardíaca prévia;
  • Usar cateter venoso central;
  • Utilizar quimioterápicos.

Logo, ao observar sintomas característicos da trombose ou identificar os fatores de risco listados, é fundamental procurar o especialista para que a condição seja descartada ou devidamente diagnosticada e tratada o quanto antes para reduzir as complicações e incidências de casos.

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