Síndrome da Classe Econômica se trata de uma trombose venosa profunda (TVP) associada às viagens de longa duração que ocorrem em um espaço apertado. E pelo fato de os passageiros permanecerem sentados por muito tempo, há uma redução de velocidade da circulação sanguínea mesmo em indivíduos que têm um sistema venoso saudável.

O que é a Síndrome da Classe Econômica?

Também conhecida como Trombose do Viajante ou Venosa, essa condição é caracterizada pela formação de coágulos de sangue que obstruem vasos profundos e pode afetar qualquer um que viaje sentado por um longo período de tempo (principalmente, envolvendo aquelas com duração acima de 12 horas), mas costuma ter uma maior incidência em pessoas idosas, com excesso de peso, grávidas e com doenças venosas.

E recebe esses nomes por acometer indivíduos em que – por ficarem muito tempo parados – o sangue tende a estagnar em uma veia profunda e provocar a formação de coágulo no local, prejudicando a passagem sanguínea e causando uma trombose.

Mas é válido explicar que em alguns casos, o coágulo pode se locomover, pela corrente sanguínea, para alguma artéria do pulmão, por exemplo, resultando em um processo denominado embolia pulmonar.

E apesar de a Síndrome da Classe Econômica ser mais comumente observada em passageiros de voos, pode afetar as pessoas que igualmente percorrem longas distâncias em uma viagem de ônibus ou carro. Assim como permanecer sentado na mesma posição – seja por causa do trabalho, da recuperação de uma cirurgia ou imobilização de um membro – também pode acarretar nesse tipo de condição.

Sintomas Característicos

E para saber se é o seu caso, é importante se atentar a alguns sinais específicos que envolvem:

  • Aumento da temperatura na região;
  • Descoloração e vermelhidão;
  • Dor local e de esforço ao caminhar, ficar em pé ou sentado;
  • Inchaço;
  • Tensão;
  • Veias visíveis.

Fatores de Risco

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Existem determinadas características que podem influenciar na incidência de trombose venosa sintomática, embolia pulmonar grave ou embolia pulmonar fatal imediatamente após o voo, tais como:

  • Altura superior a 1,80 m;
  • Cardiopatia;
  • Desidratação (pouca ingestão de líquidos, excesso de álcool ou baixa umidade no ambiente durante a viagem);
  • Diagnóstico de problemas circulatórios;
  • Idade superior a 60 anos;
  • Imobilizar algum membro temporariamente ou fazer repouso por um longo período;
  • Inchaços frequentes nos membros inferiores;
  • Permanecer sentado por mais de quatro horas em um espaço apertado e que comprima os membros inferiores;
  • Tendência de trombose na família (histórico familiar);
  • Trombose ou embolia pulmonar prévia;
  • Usar contraceptivos orais;
  • Veias varicosas nos membros inferiores.

É importante explicar que as pessoas com essas características podem viajar, mas o ideal é que façam uma visita médica antes para saber quais são as recomendações para cada caso e tipo de paciente.

Logo, são observados o histórico familiar; as condições clínicas gerais; os hábitos de consumo, como ingestão de bebidas alcoólicas e em relação ao tabaco, por exemplo; entre outras questões que possam influenciar nas orientações a serem passadas para o indivíduo.

Como Evitar a Síndrome do Viajante

Devido ao fato de o grupo de risco para a Síndrome da Classe Econômica ser abrangente – ou seja, apesar de ter uma maior incidência em determinados perfis de pessoas, pode afetar qualquer passageiro –, existem algumas recomendações capazes de reduzir as chances do surgimento dessa condição, que incluem:

  • Evitar bebidas alcoólicas, tabaco e cafeína antes e durante a viagem;
  • Fazer uso de meias de compressão durante a viagem;
  • Ingerir líquidos para se manter hidratado;
  • Massagear a região da panturrilha;
  • Não cruzar as pernas;
  • Não fazer uso de medicamentos para dormir que o desidrate;
  • Preferir roupas confortáveis;
  • Realizar exercícios com as pernas e os pés durante o período da viagem;
  • Se atentar para manter uma postura ereta;
  • Seguir as recomendações passadas pelo médico;
  • Transitar pelo corredor quando possível;
  • Tratamento com hipocoagulação, se recomendado (anticoagulantes).
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