Mancha na Pele Após a Escleroterapia. Após a indicação e realização da escleroterapia para resolver as questões com os vasinhos ou as varizes, começam a aparecer manchas escurecidas onde estavam. Isso é normal? Era para essa troca estar acontecendo?

Continue acompanhando este artigo para saber detalhes sobre a Mancha na Pele Após a Escleroterapia e a possibilidade de sumir.

O que é a Mancha na Pele Após a Escleroterapia?

O surgimento de mancha escurecida no local dos vasinhos após a realização da escleroterapia é um episódio comum de acontecer e costuma ser resolvido completamente e de forma espontânea, ou seja, sem intervenção, depois de 06 a 24 meses.

E ocorre, basicamente, por dois motivos: deposição de hemossiderina (substância derivada da degradação da hemoglobina, responsável pela coloração vermelha do sangue) na derme ou hiperpigmentação pós-inflamatória.

Assim sendo, em relação ao primeiro caso, o interior dos vasinhos submetidos ao procedimento contém sangue que quando entra em contato com o medicamento da escleroterapia, coagula e fixa ao vasinho que está sendo tratado. Quando acontece a sua degradação, o pigmento acaba sendo depositado na pele.

Em relação ao segundo motivo, significa que a mancha igualmente pode surgir como resultado de uma reação inflamatória provocada pela escleroterapia por causa do excesso de produção da melanina pelas células da pele em resposta ao procedimento.

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E mesmo assim, ainda pode receber a influência de algumas situações durante a sua realização, como técnica aplicada incorretamente, uso de concentrações de esclerosantes inadequadas e falta de controle ideal da pressão do medicamento no momento da injeção, por exemplo.

E apesar de a única maneira de evitar o surgimento da mancha na pele seja não realizando a escleroterapia, estudos apontam que se o sangue coagulado dentro do vaso tratado é retirado em até três semana após o procedimento e, se fizer uso de meias de compressão específicas durante esse mesmo período, os riscos de aparecer diminuem consideravelmente.

Por isso, o recomendado é consultar o médico responsável pelo seu caso para saber quais são as melhores opções para evitar ou tratar as manchas após a escleroterapia.

Fatores de Risco

Mas além dessas causas, existem alguns fatores que facilitam o surgimento da mancha na pele após a escleroterapia, tais como:

  • Hipertensão venosa;
  • Níveis séricos aumentados de ferritina (variação importante);
  • Cor da pele;
  • Tipo de esclerosante (principalmente, sotradecol e polidocanol).

Além disso, algumas condições podem agravar as manchas na pele após o seu surgimento, como exposição solar e fazer uso de alguns tipos de antibióticos, como os da família das tetraciclinas, por exemplo.

O que Fazer com a Mancha na Pele?

Conforme explicado, normalmente, a mancha some com o tempo, mas é possível submeter o paciente a alguns tratamentos com o intuito de acelerar o processo. Por exemplo, em se tratando de uma reação inflamatória, o médico especializado em Dermatologia pode indicar cremes clareadores e ácidos – em concentrações e modo de uso que variam conforme cada quadro.

Enquanto isso, a mancha resultada da pigmentação do sangue é mais difícil de apresentar bons resultados, mas pode ter o auxílio de laser e luz intensa e pulsada (crioterapia). Portanto, o ideal é procurar o médico especialista em angiologia e cirurgia vascular para avaliar o seu caso e indicar as melhores opções e recomendações pós-procedimento.

Sem contar a importância de retornar ao consultório para fazer acompanhamento da recuperação após a escleroterapia e ter um controle melhor do seu quadro, ou mesmo saber se a mancha faz parte de uma consequência normal após o tratamento ou se trata-se de outra condição.

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