Comumente caracterizada por tratar-se de uma das sequelas de um quadro vascular, a erisipela (termo de origem grega que significa “pele vermelha”), é considerada uma inflamação que pode ser contraída em qualquer ambiente e acomete, principalmente, os membros inferiores após adentrar na corrente sanguínea, porque o principal meio de contato tende a ser por meio das feridas nos pés.

Erisipela e Consulta com Cirurgiã Vascular

Igualmente nomeado como linfangite ou zipra, esse tipo de infecção cutânea pode ser comumente de repetição, principalmente quando os pacientes apresentam sequelas de condições vasculares, como varizes de longa duração, por exemplo.

E uma cirurgiã vascular deve ser procurada após a pessoa observar a presença de uma placa elevada, delimitada e de coloração vermelha, enrijecimento e inchaço nos membros inferiores que surgem acompanhados de queimação, calor e dor localizada. Porém, tal característica é precedida em 24h a 48 horas por febre alta, náusea, vômito, calafrios, mal-estar e dores musculares e de cabeça.

Além disso, tal profissional está apto a diagnosticar a erisipela após uma análise clínica ou mesmo contar com o auxílio de análises complementares de sangue e pele para confirmar a causa da infecção.

Diante do quadro apresentado, o médico consegue indicar as disponibilidades de tratamento, que envolvem repouso com elevação do membro acometido, hidratação e controle de febre e dor com medicamentos prescritos.

Em determinadas situações, compressas com soro fisiológico, cremes ou pomadas específicos igualmente podem ser uma alternativa. Assim como cuidados básicos de higiene pessoal, incluindo lavar adequadamente os ferimentos e cortes, e fazer curativos conforme necessidade ou periodicidade indicada.

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Assim, tem a chance de tentar evitar a formação de bolhas e feridas extensas no local, que são indícios de um agravamento da condição, dependendo de uma possível intervenção em ambiente hospitalar.

Sem contar que a consulta com a cirurgiã vascular é essencial para tratar esses casos agravados, geralmente, por meio de um procedimento cirúrgico e com auxílio de medicamentos endovenosos.

Porém, uma vez acometido(a) pela condição, independentemente de ter sido curado(a), os vasos ficam permanentemente comprometidos, impactando negativamente a circulação local. Logo, o tratamento precoce impede o seu desenvolvimento e evita que se espalhe para outros tecidos subcutâneos ou até mesmo para a pele – se for o caso, passa a ser classificada como uma erisipela contagiosa.

Fatores de Risco

Causada por uma bactéria que se aproveita de feridas e traumatismos nas pernas, ou mesmo de insetos causadores de infecção, tende a ter seu surgimento associado aos fatores de risco, tais como:

  • Adulto entre a faixa dos 40 e 70 anos de idade;
  • Alcoolismo;
  • Diabetes;
  • Imunossupressão;
  • Inchaço;
  • Insuficiência cardíaca;
  • Obesidade;
  • Quimioterapia;
  • Sequelas de trombose venosa;
  • Úlceras varicosas;
  • Varizes.

Formas de Prevenção

Dentre as formas de prevenir o surgimento de erisipela, que pode ser contraída em qualquer ambiente, especialmente por quem já foi acometido anteriormente pela condição, é possível listar, de maneira geral evitar as portas de entrada para bactéria e o tratamento urgente, assim como:

  • Enxugar o corpo devidamente;
  • Evitar expor-se em ambientes com risco de contaminação;
  • Tratar condições dermatológicas;
  • Usar instrumentos esterilizados.

Por isso, o ideal é manter o acompanhamento periódico com a cirurgiã vascular e se dedicar ao tratamento da erisipela, principalmente quando depende de uma intervenção contínua, com controle específico e retornos mensais, o que é indicado pelo médico responsável pelo seu caso.

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