Você conhece o Risco de Trombose em Viagens? Longas viagens de avião, carro ou ônibus podem aumentar o risco de desenvolver trombose Muita gente não imagina, mas ficar muitas horas sentado sem movimentar as pernas pode prejudicar a circulação sanguínea, especialmente nos membros inferiores, favorecendo a formação de coágulos.

Por isso, entender o risco de trombose em viagens e como evitá-la é essencial para quem viaja com frequência, seja a trabalho ou lazer. Continue a leitura deste artigo e conheça mais sobre o que é a trombose, porque é mais comum em viagens prolongadas, quem tem maior risco e quais medidas simples podem ser adotadas para prevenir esse problema sério de saúde.

A Trombose

A trombose, também chamada de trombose venosa profunda ou apenas TVP, é uma condição caracterizada pela formação de um coágulo sanguíneo (trombo) em uma veia profunda, geralmente nas pernas.

Esse coágulo pode impedir ou reduzir o fluxo sanguíneo, provocando dor, inchaço e, em casos graves, complicações como a embolia pulmonar, quando parte desse coágulo se desprende e viaja até os pulmões.

Trombose em Viagens

Durante viagens longas, especialmente as que duram mais de quatro horas, ficamos sentados por muito tempo, com as pernas dobradas e pouca movimentação. Isso causa lentidão no retorno do sangue venoso ao coração, favorecendo a formação de coágulos.

Alguns fatores agravam ainda mais esse risco, como:

  • Baixa umidade do ar em aviões;
  • Pressão atmosférica alterada;
  • Hidratação inadequada;
  • Uso de roupas apertadas;
  • Imobilidade prolongada.
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No caso do transporte aéreo, por exemplo, os voos podem durar mais de 12 horas, o que faz com que o passageiro passe a maior parte do tempo sentado na mesma posição, aumentando as chances de desenvolver uma trombose venosa profunda. Outro fator que influencia são as alterações na pressão do ar na cabine, que diminuem a oxigenação do sangue, podendo resultar na coagulação.

Fatores de Risco para Trombose em Viagens

Além das pessoas acima de 60 anos, igualmente fazem parte do grupo de risco quem tem história na família da condição, mobilidade reduzida, câncer, insuficiência cardíaca e obesidade.

Do mesmo modo que os pacientes que sofrem com as varizes também precisam estar atentos, porque em caso de dor, inchaço, inflamação ou desconforto durante a viagem é recomendado movimentar-se e alongar-se para que a circulação sanguínea não seja comprometida.

Nem todas as pessoas têm o mesmo risco de desenvolver trombose. Os principais fatores que aumentam essa probabilidade são:

  • Histórico anterior de trombose ou embolia pulmonar;
  • Cirurgias recentes, especialmente ortopédicas;
  • Gravidez ou pós-parto;
  • Uso de anticoncepcionais ou terapia hormonal;
  • Câncer em tratamento;
  • Obesidade;
  • Tabagismo;
  • Idade acima de 60 anos;
  • Viagens de mais de 4 horas sem pausas.

Se você se encaixa em algum desses grupos, o ideal é conversar com um angiologista ou cirurgião vascular antes de viagens prolongadas.

Sintomas de Alerta da Trombose

Os sintomas da trombose nem sempre aparecem imediatamente, mas é importante conhecer os sinais mais comuns:

  • Inchaço em uma das pernas;
  • Dor ou sensibilidade na panturrilha ou na coxa;
  • Vermelhidão ou aumento da temperatura na região afetada;
  • Sensação de peso na perna.

Já a embolia pulmonar, complicação grave da trombose, pode causar:

  • Falta de ar súbita;
  • Dor no peito;
  • Tosse, às vezes com sangue;
  • Taquicardia.

Diante de qualquer um desses sintomas, procure atendimento médico com urgência.

Como Evitar a TVP Durante a Viagem

A princípio, o aconselhável é avaliar se enquadra no grupo de risco para a condição. Caso a resposta seja positiva, deve procurar uma médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular para que possam analisar as vantagens e desvantagens que a viagem pode causar na saúde, assim como está apta a indicar métodos de prevenção específicos para o quadro apresentado. Para as demais pessoas, as recomendações incluem:

  • Atentar-se a qualquer mudança ou desconforto durante o período de viagem;
  • Estar ciente sobre os sintomas da condição e fatores de risco;
  • Evitar a ingestão excessiva de bebida alcoólica e cafeína;
  • Guardar os pertences no bagageiro para ter espaço liberado para as pernas;
  • Hidratar-se constantemente;
  • Levantar-se a cada duas horas e caminhar entre os corredores;
  • Medicar-se ou suspender o uso de anticoagulantes, a depender da orientação individual da sua médica;
  • Priorizar peças de roupas leves, largas e confortáveis;
  • Programar paradas de acordo com a orientação da especialista ao fazer viagens de carro;
  • Realizar movimentos conforme o espaço disponível, como os circulares com os tornozelos e esticar os joelhos, por exemplo;
  • Usar meias elásticas de compressão de acordo com a indicação médica.

Sem contar que é fundamental manter as consultas com a médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular, e os check-ups regulares para acompanhar a sua saúde vascular, tendo você ou não um quadro de trombose, conhecer as orientações em relação às viagens de longa duração ou mesmo para identificar ou confirmar fatores de risco para as condições vasculares.

Procurando um Especialista em Circulação

Se você tem histórico de trombose, varizes, problemas circulatórios ou outros fatores de risco, o ideal é agendar uma consulta com um angiologista antes de viajar. O especialista poderá avaliar seu caso, orientar sobre medidas preventivas e, se necessário, indicar o uso de meias ou medicamentos específicos.

Além disso, após uma viagem longa, se notar inchaço, dor ou desconforto na perna, não ignore os sinais. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações.

Mais Informações sobre Trombose em Viagens na Internet:

Artigo Publicado em: 8 de abr de 2021 e Atualizado em: 4 de set de 2025

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