Ao ser submetido a um procedimento cirúrgico, o paciente está ciente das possíveis Complicações Vasculares após uma Cirurgia que podem surgir e são consideradas um desafio para a saúde, porque nos dias e nas semanas após a realização, há uma chance aumentada de desenvolver coágulos sanguíneos, especialmente TVP (trombose venosa profunda) ou EP (embolia pulmonar).

Principais Complicações Vasculares Após uma Cirurgia

Uma das principais complicações vasculares após um procedimento cirúrgico é a trombose venosa profunda, uma condição em que o coágulo desenvolve-se em uma veia profunda, principalmente na região dos membros inferiores, com possibilidade de igualmente acometer um braço ou outra área do corpo.

Um pedaço do coágulo, chamado embolia, pode separar-se e locomover-se por meio das veias para os pulmões, passando a ser reconhecido como embolia pulmonar, o que tende a interromper o fluxo de sangue natural, tornando-se uma emergência médica com possibilidade de risco de morte.

Diante dessas possibilidades de quadros clínicos, os denominamos TEV (tromboembolismo venoso), porque ambas estão intimamente relacionadas, assim como as formas de preveni-las e tratá-las.

Motivos para Desenvolvimento de Coágulos Sanguíneos Após Cirurgia

Dentre as motivações que podem levar um paciente a desenvolver coágulos sanguíneos após uma cirurgia estão:

  • Histórico anterior de TEV, aumentando a chance de haver outro;
  • Permanecer por um longo período de tempo imobilizado na cama, o que acaba resultando em um fluxo de sangue inadequado;
  • Procedimento em si aumentando o processo de coagulação sanguínea natural;
  • Outros fatores, incluindo câncer, obesidade, histórico de TEV na família, tabagismo ou problemas crônicos de saúde.

Prevenção de Complicações Vasculares no Ambiente Hospitalar

A médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular pode prescrever uma ou mais das seguintes medidas para prevenir a formação dos coágulos sanguíneos:

  • Anticoagulante: tipo de medicamento responsável por evitar os coágulos de sangue, podendo ser administrado por via oral, intravenosa ou injeção. Os mais comumente indicados, após análise de risco-benefício em cada caso, são varfarina e heparina, mas igualmente podem incluir rivaroxaban, Apixaban, Dabigatran e Enoxaparina;
  • Deambulação: nome dado ao ato de andar e, no caso, é sinônimo de sair da cama e caminhar, tendendo a ser feito com o auxílio de um profissional capacitado assim que possível, o que acaba igualmente proporcionando melhora na circulação;
  • Dispositivo de compressão sequencial ou compressão pneumática intermitente: mangas de plástico são enroladas nos membros inferiores e conectadas a uma bomba que as infla e esvazia, sendo responsável por aplicar pressão suave para promover o fluxo de sangue nas pernas e evitar os coágulos. Porém, ao se mover, para evitar cair ou tropeçar, o ideal é retirá-las;
  • Elevação das pernas: elevar os membros inferiores periodicamente, especialmente ao final do dia, igualmente pode ser uma recomendação geral, principalmente, quando a pessoa atua em determinadas profissões ou diante de determinadas rotinas;
  • Exercícios: atividades simples enquanto a pessoa está descansando na cama ou sentada podem auxiliar na prevenção de formação de coágulos de sangue. Por isso, a indicação tende a incluir a movimentação dos pés em círculo ou para cima e para baixo, com repetição de 10 vezes por hora;
  • Massagem nas pernas: possível indicação a cada 3 horas, com óleo de amêndoas ou outro gel específico, é capaz de estimular o retorno venoso e dificultar o acúmulo de sangue e, consequentemente, a formação de coágulos;
  • Meias de compressão: meias elásticas que ajustam firmemente às pernas, ajudando a manter o sangue fluindo em direção ao coração por meio da pressão aplicada. Do mesmo modo que impedem o acúmulo de sangue nas veias e a formação dos coágulos.

Prevenção das Complicações Vasculares em Casa

Não sinta Vergonha das suas Pernas!
Agende sua Consulta Vascular Hoje Mesmo.

A trombose venosa profunda pode acontecer mesmo após o retorno do paciente a sua casa. Assim sendo, de um modo geral, a médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular tende a indicar alguns cuidados para prevenção da condição, que incluem:

  • Atentar-se à frequência de uso e remoção das meias de compressão;
  • Retornar às atividades de acordo com as instruções, sendo fundamental ser o mais ativo possível, mesmo enquanto estiver na cama ou cadeira, exercitando os tornozelos conforme a orientação passada em ambiente hospitalar;
  • Seguir as recomendações em caso de prescrição de um anticoagulante, assim como questionar o que fazer ao esquecer de tomar uma dose e confirmar a possibilidade de interação com determinados alimentos.

Quando Procurar Ajudar

Após uma cirurgia é possível a pessoa observar sinais ou sintomas de um coágulo sanguíneo, ou apresentar sangramento se estiver fazendo uso de medicamentos para evitar a formação de coágulos.

Diante disso, é fundamental procurar atendimento médico emergencial se experimentar sintomas, como:

  • Batimento cardíaco acelerado;
  • Corte com sangramento que não estanca;
  • Desmaio;
  • Dor, inchaço ou vermelhidão na perna, no braço ou em outra região corpórea, principalmente quando não tem relação com a cirurgia feita;
  • Dor no peito;
  • Falta de ar;
  • Fezes escurecidas;
  • Sangue na urina ou nas fezes;
  • Sangramento das gengivas ou do nariz;
  • Sangramento intenso ou descontrolado;
  • Sensibilidade ou vermelhidão acima ou abaixo do joelho;
  • Suor excessivo;
  • Tosse com sangue;
  • Vômito com sangue.

Sem contar que é primordial conversar com o profissional responsável pela cirurgia de grande porte e com uma médica especialista em Angiologia e Cirurgia Vascular sobre as medidas voltadas à redução do risco de TEV, assim como para acompanhar o quadro e outras necessidades.

Mais informações sobre este assunto na Internet:

Artigo Publicado em: 18 de março de 2020 e Atualizado em: 09 de novembro de 2023

Não sinta Vergonha das suas Pernas!
Agende sua Consulta Vascular Hoje Mesmo.